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Polícia investiga se paraibano acusado de ser um 'maníaco em série' usou carro do irmão em crimes no DF

Suspeito é natural do município de Bayeux. Ele confessou ter assassinado a funcionária do MEC Letícia Curado e a diarista Geni Pereira de Sousa, mas pode estar envolvido em mais nove estupros.

Marinésio é acusado de estupros e mortes,em Brasília (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga se o paraibano de 40 anos de idade Marinésio dos Santos Olinto – chamado de "maníaco em série" por um dos delegados que cuidam do caso – usou o carro do irmão para cometer outros crimes no Distrito Federal. Ele é natural do município de Bayeux, localizado na Grande João Pessoa. Ele é autor confesso dos assassinatos da advogada Letícia Curado e da diarista Geni Pereira de Sousa, e pode estar envolvido em nove crimes de estupro contra mulheres em cidades satélites de Brasília. 

Na semana passada, o cozinheiro confessou ter assassinado a funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos, e a empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, de 47. Marinésio confessou ter assassinado a diarista Geni Pereira de Sousa, em 12 de junho deste ano. 

Já Letícia foi sequestrada e morta no dia 23 de agosto após Marinésio assediá-la. A vítima não aceitou o assédio e ele decidiu cometer o crime, abandonando o corpo de Letícia dentro de um matagal. Ela foi encontrada no dia 26, um dia após a prisão do paraibano.

Na sexta-feira (30), o irmão de Marinésio prestou depoimento na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) e revelou que o cozinheiro não dirigia apenas a Blazer prata flagrada pelas câmeras de segurança que registraram Genir e Letícia pela última vez antes de serem encontradas mortas

No depoimento, ele contou aos policiais que emprestou "várias vezes" um carro vermelho para Marinésio. De acordo com a Polícia Civil, ao menos duas vítimas de estupro que registraram queixa na semana passada disseram ter sido abordadas por ele em um veículo vermelho.

Entre elas, está uma adolescente de 17 anos supostamente ameaçada por ele com uma faca. O crime ocorreu em 1º de abril deste ano. A garota relatou que foi violentada e jogada para fora do carro. 

Marinésio está preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE). A polícia relaciona pelo menos duas mortes e dez crimes de abuso sexual ao suspeito. Além disso, passou a investigar uma possível relação entre o suspeito e crimes cometidos em 2014 e 2015, mas nunca solucionados.

Um dos crimes investigados é o desaparecimento de Gisvania Pereira dos Santos, de 33 anos. O delegado-chefe da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), Leandro Ritt, disse que o suspeito negou envolvimento com o desaparecimento de Gisvania. Mesmo assim, Ritt afirmou que vai continuar a investigação.

Silêncio oficial

A Polícia Civil do DF informou por meio de nota que, por enquanto, não vai se pronunciar mais sobre ocorrências que envolvam o cozinheiro Marinésio Olinto como suspeito. "Por determinação da direção do Departamento de Polícia Circunscricional— DPC, estão suspensas, temporariamente, todas as entrevistas e ou coletivas de imprensa sobre ocorrências e envolvimento de Marinésio Olinto em crimes no âmbito do Distrito Federal".

Segundo o delegado Jeferson Lisboa, diretor do DPC, a decisão será cumprida pelos dirigentes e investigadores envolvidos no trabalho, tendo em vista a importância do sigilo para a devida apuração dos fatos.

Marinésio se encontra na carceragem do Departamento de Polícia Especializada em Brasília (DPE).

Fonte: clickpb

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