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Caminhoneiros se unem contra descumprimento de acordos de 2018 e iniciam onda de protestos

Segundo Vanderlei Calixto, um dos integrantes da mobilização, o objetivo do protesto foi cobrar do governo federal o cumprimento da tabela de frete mínimo, reivindicada desde a paralisação do ano passado.​

O Sinditac-PR (Sindicato dos Transportadores Autônomos do Paraná) explicou que o protesto também repudia o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na noite da última quinta-feira (28). (Foto: reprodução )

Um grupo de caminhoneiros fez carreata e buzinaço na Linha Verde, uma das principais vias de Curitiba, na manhã deste sábado (30). Segundo Vanderlei Calixto, um dos integrantes da mobilização, o objetivo do protesto foi cobrar do governo federal o cumprimento da tabela de frete mínimo, reivindicada desde a paralisação do ano passado.

O Sinditac-PR (Sindicato dos Transportadores Autônomos do Paraná) explicou que o protesto também repudia o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na noite da última quinta-feira (28). A entidade negou, no entanto, a intenção de nova paralisação da categoria.

Nas últimas semanas, representantes dos caminhoneiros se reuniram com integrantes do governo para formalizar suas queixas, e eles aguardavam o pronunciamento do presidente.

Na transmissão do Facebook, Bolsonaro falou diretamente aos caminhoneiros sobre a nova política de preços do diesel da Petrobras, o cartão-caminhoneiro e medidas contra o que chamou de indústria da multa. Ele também sinalizou que seriam feitos novos anúncios à categoria, sem dar mais detalhes. 

"Tínhamos um problema que o caminhoneiro reclamava, que ele fazia o frete entre Porto Alegre e Fortaleza, entre ida e volta é 10, 12 dias. Ele reclamava que muitas vezes pagava o frete na ida e na volta, em havendo recomposição do preço do diesel, parte, quase todo o seu frete era engolido pelo novo preço do diesel", disse o presidente. 

"O que que o governo federal, através do ministro Bento [Albuquerque], das Minas e Energia, também acertou junto à Petrobras? Que teremos, no máximo daqui a 90 dias, o cartão-caminhoneiro."

Plínio Dias, presidente do Sinditac, disse à Folha que a carreata, é uma mobilização para chamar a atenção do governo e que, por enquanto, não há intenção de novas paralisações, como a do ano passado. 

"Queremos sentar com o governo e trabalhar em cima das leis que já existem e que não estão sendo cumpridas, como o piso dos fretes e a lei do vale-pedágio. Coisas como o cartão caminhoneiro é pro futuro ainda, e não vai ajudar a diminuir o aumento preço do diesel", diz.

A lei do vale-pedágio, que prevê isenção de pedágio para transportadores de carga, foi questionada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) no STF (Supremo Tribunal Federal), no ano passado.

Fonte: clickpb

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