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Mães se unem para cuidar de filhos com microcefalia


A Associação Mãe de Anjos da Paraíba foi criada através de um grupo no Whatsapp. São 100 mulheres


A microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no início da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.

Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida.

Em 2016 muitas mulheres grávidas foram tomadas pelo medo do Aedes aegypti. No estado da Paraíba em 2015, foram confirmados 97 casos de microcefalia, 96 em 2016 e sete casos em 2017, este ano caiu para três.

A repórter da TV Correio, Ludimila Costa, foi conhecer a história de mães que tiveram seus filhos com microcefalia.

Histórias de vida

Thaís Alves engravidou aos 17 anos do primeiro filho. “Foi uma bomba, a gente espera que o primeiro filho venha com saúde, bem, tudo direitinho. Tudo é com mais cuidado e mais delicadeza”, disse Thaís.

A mãe Gleice dos Santos, fez por conta própria o exame de ultrassom, com oito meses de gestação, ouviu o primeiro diagnóstico. “O médico disse que eu não me preocupasse, que com o amor de mãe eu ia superar tudo. Deixei meu emprego para cuidar exclusivamente da minha filha e graças a fisioterapia ela consegue fazer algumas coisas sozinha”, desabafou.

Aos 18 anos Raíssa Maira soube que o seu filho seria especial. “Trato como se ele tivesse nascido como qualquer outra criança. Infelizmente temos dificuldade com transporte e com o preconceito das pessoas, e de algumas coisas não serem no mesmo lugar”, contou.

Associação de Mães de Anjos

A Associação Mãe de Anjos da Paraíba, foi criada através de um grupo no Whatsapp. São 100 mulheres que se uniram para lutar pelos direitos dos seus filhos e decidiram criar a entidade.

As mães dessas crianças recebem um benefício que equivale a um salário mínimo, para ajudar nas despesas, mas precisam de muito mais. A maioria dessas mães não trabalha para cuidar dos filhos durante o período integral. Muitas delas, não deixam os filhos em creches ou com cuidadoras de crianças, com o receio de não saberem lidar com crianças especiais. Além da microcefalia existem outras complicações na saúde.

Para essas mães, com o sorriso do seus filhos supera tudo, existe o cansaço mas no dia a dia o amor é a superação maior de todas.

portalcorreio

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